Sábado, 19 de Janeiro de 2019

Criação líquida de 58,7 mil vagas formais em novembro reforçou cenário de melhora gradual do mercado de trabalho


 

 

Criação líquida de 58,7 mil vagas formais em novembro reforçou cenário de melhora gradual do mercado de trabalho

Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados ontem pelo Ministério do Trabalho, apontaram para criação líquida de 58.664 vagas formais em novembro. Esse resultado foi superior às projeções do mercado e a nossa, ambas em torno de 30 mil postos. Descontados os efeitos sazonais, segundo nossas estimativas, foram gerados aproximadamente 74 mil vagas no período, mantendo o mesmo ritmo em relação ao saldo apontado na leitura anterior, de 73 mil vagas. Assim, alcançamos uma média mensal de 73 mil vagas no trimestre encerrado em novembro. O número de admitidos recuou 0,8% na margem, enquanto o de desligados diminuiu 0,8%. O resultado reportado é compatível com um quadro de melhora do mercado de trabalho, ainda que de forma bastante gradual. Para os próximos meses, avaliamos que a tendência de recuperação se manterá, ainda em ritmo moderado, com diferenças regionais e com alguma volatilidade nos dados mensais.

 

Atividade

Índice de Confiança do Consumidor avançou em dezembro, atingindo maior patamar desde abril de 2014

A Sondagem do Consumidor, divulgada há pouco pela FGV, indicou que a melhora da confiança observada nos últimos meses foi mantida, ainda que em ritmo mais moderado. Após avanço de 7,1 pontos em novembro, o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) avançou 0,6 ponto em dezembro, alcançando 93,8 pontos, mas ainda permanecendo abaixo do nível neutro, de 100 pontos. Trata-se da terceira alta consecutiva, levando o indicador para o maior nível desde abril de 2014. O movimento refletiu a expansão de 2,4 pontos do componente de situação atual, que atingiu 77,0 pontos, mais do que compensando o recuo de 0,8 ponto do componente de expectativas. Em suma, esse resultado é compatível com nosso cenário de recuperação gradual da atividade econômica, impulsionada, dentre outros fatores, pela melhora confiança de empresários e consumidores.

 

A despeito fraco desempenho verificado em novembro, empresário industrial encerrou o ano otimista para os próximos meses

Segundo a Sondagem Industrial, divulgada ontem pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), os empresários do setor manufatureiro encerraram o ano com expectativas otimistas, ainda que os níveis de produção e de emprego não tenham se recuperado de forma satisfatória. O indicador de produção recuou 6,4 pontos na passagem de outubro para novembro, alcançando os 48,3 pontos, abaixo do nível neutro de 50 pontos. A utilização da capacidade instalada (UCI) registrou estabilidade, permanecendo em 69,0%. Os estoques, por sua vez, ficaram muito próximos do planejado, em 50,2 pontos. Como citado anteriormente, as percepções empresariais melhoraram em dezembro. Assim, a expectativa é de que nos próximos seis meses haja aumento de demanda, quantidade exportada, compras de insumos e de número de empregados.

 

Internacional

Banco Central da Inglaterra manteve a taxa básica de juros em 0,75%, mas sem sinais de mudança enquanto as incertezas sobre o Brexit estiverem no radar

Como o esperado, o Banco Central da Inglaterra (Bank of England, BoE) não alterou seu programa de compras de títulos na reunião de política monetária realizada ontem (£ 435 bilhões em títulos e £ 10bilhões de ativos corporativos). Ademais, a instituição manteve a taxa básica de juros em 0,75% ao ano, também em linha com o consenso. Nesse encontro, todos os membros do comitê de política monetária votaram pela manutenção da taxa. No comunicado divulgado após a decisão, a instituição explicitou uma perspectiva menos otimista da performance da atividade econômica local e da inflação, por conta do quadro global e das incertezas em relação ao processo de saída do Reino Unido da União Europeia (o Brexit), mesmo com o bom resultado dos dados recentes. O cenário doméstico continua caracterizado pelo mercado de trabalho aquecido com aceleração dos salários, o que mantém a pressão para que a autoridade monetária continue a elevar a taxa de juros em 2019. Contudo, o posicionamento do BoE sugeriu que enquanto a questão do Brexit não tiver um desfecho, o comitê não deverá realizar mudanças na política monetária. Dessa forma reforçamos nossa expectava de retomada no ciclo de aperto monetário na segunda metade de 2019, caso se confirme a expectativa de uma saída ordenada do Reino Unido da UE.

 

Desempenho do Índice de atividade do Fed Filadélfia em dezembro coloca viés de baixa para o resultado do PIB do quarto trimestre de 2018

O indicador de difusão do nível de atividade industrial recuou 3,5 pontos na margem, de 12,9 pontos em outubro para 9,4 pontos em novembro. Tal resultado reflete a diferença entre o percentual de respostas “aumento” e o percentual de “queda”. Na leitura atual, 26,4% dos respondentes apontaram que houve melhora das condições gerais dos negócios, superior aos 17% que reportaram o contrário, segundo o Fed da Filadélfia. Contudo, o dado divulgado é o menor desde agosto de 2016 e ficou abaixo do esperado, de alta para 15 pontos. Enquanto o componente de embarques piorou (atingindo o menor nível em 27 meses), as aberturas de novos pedidos e de emprego apresentaram alta. Em suma, o desempenho mais fraco do indicador reforça o que já foi apontado pelo índice Empire State, divulgado no início da semana, sugerindo uma moderação do ritmo de crescimento da indústria e da economia norte-americana, que vinham crescendo em ritmo bastante forte desde meados do ano. Diante desse resultado, esperamos um crescimento de 2,5% do PIB no quarto trimestre de 2018, em termos dessazonalizados e anualizados, com viés de baixa.

 

Tendências de Mercado

Nesta manhã, os mercados acionários operam predominantemente com perdas. Em meio a preocupações com a economia global, a reação negativa sobre a sinalização de continuidade no processo de alta de juros por parte do Fed para o próximo ano prevalece. Os principais pregões asiáticos fecharam em queda. No mesmo sentido, os índices futuros norte-americanos e as bolsas europeias registram perdas generalizadas.

 

Com relação ao mercado de câmbio, o dólar ganha força ante as principais moedas de países desenvolvidos e emergentes, com exceção do won sul-coreano. Destaque para as depreciações de quase 1% da lira turca e da rúpia indiana.

 

Já dentre as commodities, os preços do petróleo apontam para uma recuperação discreta, ainda refletindo os temores em relação a uma desaceleração global em 2019 mais intensa do que o esperado. Ademais, hoje, serão conhecidos os dados semanais de a perfuração de novos poços dos EUA. As commodities metálicas e agrícolas não seguem movimento único, com destaque para o alumínio, que perdeu quase 1% de seu preço no pregão de ontem.

 

No Brasil, os mercados devem reagir ao cenário internacional, enquanto o foco doméstico estará na divulgação dos dados das contas externas, ainda nesta manhã.

Agenda do dia

Horário

País

Eventos

Previsão
mercado

Previsão
DEPEC

10:30

Brasil

BCB: Nota à Imprensa - Setor Externo

 

 

-

Brasil

Tesouro: Relatório mensal da dívida pública federal (nov)

 

 

11:30

EUA

PIB (3° tri.) - preliminar

3,5% (tri/tri)

3,5% (tri/tri)

13:00

EUA

Índice de confiança da Universidade de Michigan (dez) - final

97,5

 

13:00

EUA

Rendimento pessoal (nov)

0,3% (m/m)

 

13:00

EUA

Gastos pessoais (nov)

0,3% (m/m)

 

-

Colômbia

Banco Central anunciará decisão de política monetária

4,25 %

4,25 %

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