Quinta-feira, 18 de Outubro de 2018

Resultado do comércio surpreendeu positivamente em agosto, em linha com crescimento esperado de 0,3% do PIB no terceiro trimestre


 

http://www.economiaemdia.com.br/EconomiaEmDia/imagens/mailing/header-semana.jpg

Resultado do comércio surpreendeu positivamente em agosto, em linha com crescimento esperado de 0,3% do PIB no terceiro trimestre

 

Análise de Conjuntura

o    O consumo de bens mostrou expansão em agosto, revertendo tendência de queda dos três meses anteriores. O volume de vendas no comércio varejista surpreendeu positivamente em agosto, com alta de 1,3% na margem, depois de três quedas consecutivas. Já o comércio ampliado, que inclui os segmentos de automóveis e partes e de material de construção, apresentou elevação de 4,2% no período. Por outro lado, os sinais vindos da indústria continuam apontando para um fraco desempenho. O indicador de expedição de papelão ondulado, divulgado nesta semana, cedeu quase 2% em setembro, apontando para nova queda da produção manufatureira no período. Ademais, os índices de confiança do consumidor e dos empresários continuam em níveis abaixo do neutro, o que também limita a recuperação, por mais que sejam totalmente passíveis de reversão. Assim, os dados recentes têm reforçado nossas estimativas de crescimento de 0,3% do PIB no terceiro trimestre e de 1,1% em 2018.

 

o    A inflação segue pressionada no atacado, mas recente apreciação do câmbio deve aliviar próximos resultados. O IGP-DI avançou 1,79% em setembro, acelerando em relação à variação de 0,68% registrada no mês anterior. Tal resultado veio acima da nossa projeção (1,58%) e do esperado pelo mercado (1,62%), refletindo principalmente a aceleração dos preços de bens industriais, que subiram 2,69%, com destaque para diesel e alimentos industrializados. O IPA Agrícola também se manteve pressionado, acelerando para 2,11% no mês, ante a taxa anterior de 1,90%. Acumulado em doze meses, o indicador agregado registrou elevação de 10,33%. Para as próximas divulgações, vislumbramos alguma descompressão do índice, tanto por conta dos preços industriais quanto dos agrícolas, o que tende a ser favorecido pela recente apreciação cambial.

 

o    FMI reduziu suas projeções de crescimento mundial para 2018 e 2019. O Fundo revisou para baixo suas projeções de variação do PIB global em 2018 e 2019, de 3,9% para 3,7% nos dois períodos. A instituição enfatizou que o balanço de riscos para o crescimento mundial é assimétrico para baixo, em um contexto de elevada incerteza diante dos impactos da guerra comercial entre EUA e China, aumentos adicionais de juros por parte do Fed e aperto adicional das condições financeiras globais. Entre as divulgações da semana, destacamos o índice composto PMI da China (Purchasing Managers´ Index), que apontou para moderação do crescimento em setembro. Ao mesmo tempo, o governo local reduziu o compulsório, antes mesmo da divulgação do PIB do terceiro trimestre, em mais uma tentativa de estabilizar a economia (em desaceleração desde o segundo trimestre). Por fim, o Índice de Preços ao Consumidor nos EUA surpreendeu para baixo, ao ter avançado 0,1% em setembro (tanto o índice cheio quanto o núcleo), diante de expectativas de altas de 0,2% nas duas métricas. Contudo, a tendência continua sendo de aceleração, em um ambiente de atividade bastante aquecida, o que corrobora a continuidade do processo de normalização gradual de juros. Continuamos esperando 3% de Fed Funds ao final de 2019.

 

Perspectiva semanal

o    Indicadores de atividade econômica de agosto serão os destaques da agenda doméstica. O volume de serviços capturado na Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) deverá registrar queda de 0,2% ante julho (depois de um recuo de 2,2% na leitura anterior). Já o IBC-BR (proxy mensal do PIB) deverá apontar para estabilidade, desacelerando em relação aos dois meses anteriores.

 

o    PIB da China, produção industrial nos EUA e inflação na Área do Euro serão os principais destaques da agenda internacional. O PIB chinês do terceiro trimestre deverá ser divulgado junto com os dados de produção industrial, investimentos em ativos fixos e vendas no varejo de setembro; esses dados serão bastante relevantes para mensurar a intensidade da desaceleração em curso. A produção industrial dos EUA referente a setembro, assim como os primeiros índices PMIs de outubro, deverá corroborar que a visão de a economia americana segue aquecida. Por fim, a inflação na Área do Euro deverá continuar mostrando núcleos bem comportados, ainda que o índice cheio esteja se aproximando da meta.

Conheça também nosso site: economiaemdia.com.br

 

 

ATENÇÃO:
- O BRADESCO não solicita em seus e-mails, em hipótese alguma:
- Atualização de cadastro ou qualquer outro tipo de informação pessoal;
- Números da Agência, conta corrente ou poupança, senhas ou números do Cartão de Crédito
- O BRADESCO não envia em seus e-mails arquivos anexados que são executáveis.
- Arquivos executáveis são os que realizam comandos quando abertos pelo usuário. Não há regras, mas as extensões mais comuns para esses arquivos são EXE, BAT, SCR e COM.