Quinta-feira, 18 de Outubro de 2018

Fluxo pedagiado e produção de açúcar e etanol sugerem redução da produção industrial em setembro


 

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Destaques do dia – 11/10/18

o    Fluxo pedagiado e produção de açúcar e etanol sugerem redução da produção industrial em setembro

 

o    Fluxo cambial apresentou superávit de aproximadamente US$ 3,1 bilhões na primeira semana de outubro, acumulando saldo positivo de US$ 21,1 bilhões no ano

 

o    Inflação ao produtor norte-americano acelerou em setembro, reforçando expectativa de continuidade da normalização da política monetária

 

o    Expectativa de produção norte-americana de petróleo em 2018 deverá crescer em ritmo forte, mas não tem sido alterada de forma significativa nos últimos meses

Fluxo pedagiado e produção de açúcar e etanol sugerem redução da produção industrial em setembro

A variação do fluxo pedagiado de veículos foi positiva em 0,6% na passagem de agosto para setembro, descontados os efeitos sazonais, conforme divulgado ontem pela Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR). Esse resultado reverteu o ligeiro recuo observado na leitura anterior. Ainda na comparação com agosto, o fluxo de veículos leves teve alta de 1,8%, compensando a queda de 1,4% no fluxo de pesados. Na comparação interanual, o indicador agregado recuou 0,5%. Outro dado divulgado ontem foi a produção de açúcar de setembro, que registrou 3,43 milhões de toneladas produzidas na região Centro-Sul, de acordo com o relatório da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA). Trata-se de um valor 42,8% inferior ao observado no mesmo mês de 2017 (6,00 milhões). No mesmo sentido, a produção de etanol teve uma desaceleração de 6,2% no mesmo período de comparação. Por fim, esses resultados somados a outros indicadores coincidentes já divulgados apontam para nova queda da produção industrial em setembro, segundo apuração da Pesquisa Mensal Industrial (PIM/IBGE).

 

Setor Externo

Fluxo cambial apresentou superávit de aproximadamente US$ 3,1 bilhões na primeira semana de outubro, acumulando saldo positivo de US$ 21,1 bilhões no ano

O fluxo cambial registrou saldo positivo de cerca de US$ 3,1 bilhões entre os dias 1 e 5 deste mês, de acordo com dados divulgados ontem pelo Banco Central. As contas comercial e financeira caminharam em sentidos opostos, ao registrarem saída líquida de US$ 414 milhões na primeira e entrada de aproximadamente US$ 3,5 bilhões na segunda. O déficit da conta comercial foi resultado de câmbio contratado para exportações de quase US$ 3,3 bilhões, inferiores aos US$ 3,7 bilhões contratados para importações. Já o saldo positivo da conta financeira foi reflexo de compras de US$ 12,5 bilhões, acima das vendas de cerca de US$ 9,0 bilhões. Com esse resultado, o fluxo cambial acumulou superávit de U$ 21,1 bilhões no ano.

 

Internacional

Inflação ao produtor norte-americano acelerou em setembro, reforçando expectativa de continuidade da normalização da política monetária

O Índice de Preços ao Produtor (PPI) dos EUA, divulgado ontem, registrou alta de 0,2% em setembro, comparativamente ao mês anterior, em linha com o esperado pelo mercado. Essa variação, que mais do que devolveu a deflação observada em agosto (-0,1%), refletiu a aceleração do núcleo de bens e de serviços, já que os subitens de energia e de alimentação apresentaram taxas negativas no período. Na comparação interanual, o índice subiu 2,6%, ligeiramente abaixo da expectativa do mercado (2,7%) e do reportado no mês anterior (2,8%). Contudo, a trajetória dos vários indicadores de preços e salários continua sendo a de aceleração, ainda que gradual. Diante desse cenário de aceleração dos preços e de atividade econômica forte continuamos esperando mais uma alta de juros até o final deste ano e mais duas em 2019. Esse processo de continuidade da normalização da política monetária norte-americana constitui um fator de risco a ser monitorado pelos países emergentes, como destacado nesta semana pelo Fundo Monetário Internacional (FMI).

 

Expectativa de produção norte-americana de petróleo em 2018 deverá crescer em ritmo forte, mas não tem sido alterada de forma significativa nos últimos meses

Conforme divulgado ontem em relatório mensal da Energy Information Administration (EIA), órgão vinculado ao Departamento de Energia dos EUA, a expectativa para a produção anual de petróleo no país manteve-se em outubro no mesmo nível do mês anterior, indicando 10,7 milhões de barris/dia em média ao final de 2018. As revisões de produção de petróleo nos EUA têm sido mantidas desde agosto e a manutenção desse patamar mais uma vez sugere que há menos otimismo com o crescimento da produção da commodity no país, o que pode ter atingido o limite de produtividade no médio prazo. Ainda assim, se essa projeção se confirmar, a oferta norte-americana crescerá 14,8% neste ano. Já a expectativa para a produção mundial de 2018 apresentou um pequeno avanço, oscilando de 99,7 milhões para 99,9 milhões de barris/dia na passagem de setembro para outubro (alta de 2,2% ante 2017), enquanto o consumo mundial aponta para 100,1 milhões de barris/dia. Sem mudanças na demanda esperada, que segue forte, e com o cenário de oferta com restrições no curto prazo, os preços do petróleo seguem pressionados, acima dos US$ 80 por barril de petróleo Brent.

 

Tendências de Mercado

Nesta manhã, os mercados acionários operam predominantemente no campo negativo. A forte onda vendedora de ontem nas bolsas norte-americanas contaminou os pregões asiáticos, que fecharam majoritariamente com perdas significativas. Esse movimento de menor apetite por ativos de risco foi influenciado pelas sinalizações recentes do Fed de que continuará subindo juros. Ao mesmo tempo, essas sinalizações geraram incômodo, explicitado pelo presidente Donald Trump. Na Europa, além do mau humor global, a questão orçamentária da Itália e o Brexit (saída do Reino Unido da União Europeia) seguem no radar, pressionando negativamente os mercados locais. Os índices futuros norte-americanos são cotados em baixa.

 

No mercado de câmbio, o movimento de aversão ao risco observado nos mercados acionários não surte efeitos, pelo menos até o momento. O dólar deprecia frente às moedas dos principais países emergentes, enquanto aprecia frente ao won sul-coreano.

 

Com relação às commodities, os preços do petróleo apresentam queda, após resultados positivos nos relatórios da American Petroleum Institute (API). Ao mesmo tempo, o mercado monitora a chegada do furacão Michael na Flórida, que pode comprometer parte da produção offshore norte-americana da commodity. No mesmo sentido, as commodities metálicas e agrícolas são cotadas majoritariamente no campo negativo.

 

No Brasil, o mercado doméstico deve seguir a tendência internacional, mas reagirá também à divulgação da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), que ocorrerá ainda nesta manhã.

Agenda do dia

Horário

País

Eventos

Previsão
mercado

Previsão
DEPEC

09:00

Brasil

IBGE: Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (set)

 

 

09:00

Brasil

IBGE: Pesquisa Mensal de Comércio (ago)

 

0,2% (m/m)

09:00

Brasil

Conab: 1º Levantamento da safra de grãos 2018/2019

 

 

09:30

EUA

Índice de preços ao consumidor (set)

0.2% (m/m)

 

09:30

EUA

EUA: Pedidos de auxílio desemprego (semanal)

 

 

20:00

Peru

Banco Central anunciará decisão de política monetária

2,75%

2,75%

-

EUA

USDA: Relatório mensal da produção mundial de grãos

 

 

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