Quinta-feira, 16 de Agosto de 2018

Em junho, produção industrial avançou em treze das quinze regiões pesquisadas pelo IBGE


 

Na passagem de maio para junho, a produção industrial cresceu em treze das quinze regiões pesquisadas, na série livre de efeitos sazonais, segundo a Pesquisa Industrial Mensal Regional, divulgada ontem pelo IBGE. Conforme divulgado anteriormente, no país como um todo a produção física registrou um avanço de 13,1% no período, sendo influenciando majoritariamente pelas altas no Paraná (28,4%), Mato Grosso (25,6%), Goiás (20,8%) e Rio Grande do Sul (17,0%). Por outro lado, somente o Espírito Santo (-2,0%) e o Amazonas (-1,1%) contribuíram negativamente. Na comparação interanual, a produção industrial registrou alta em onze regiões, com destaque para as taxas do Pará (13,3%), Pernambuco (10,0%) e Paraná (9,7%). No sentido oposto, apresentaram retração Espírito Santo (-7,3%), Ceará (-3,6%), Goiás (-2,1%) e Mato Grosso (-0,2%). Assim, os dados reportados refletem a dissipação dos efeitos da paralisação do setor de transportes, ocorrida no final de maio. A tendência observada ainda é compatível com um quadro de retomada do setor industrial ao longo dos próximos meses, ainda que de forma bastante gradual e diferenciada entre as regiões.

 

Atividade

- Conab continua revisando para baixo estimativa da safra brasileira de milho, o que gera um viés altista para os preços

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou ontem a décima primeira estimativa mensal para a safra brasileira de grãos 2017/18, que está em desenvolvimento no país. A produção total de grãos está estimada em 228,57 milhões de toneladas, valor praticamente igual ao observado no levantamento de julho (228,52 milhões). A safra de milho deverá produzir 55,4 milhões de toneladas, ante as 56 milhões da estimativa anterior (a safra 2016/17 foi de 67,4 milhões), reforçando a tendência de revisão baixista na oferta doméstica. A queda se reflete também na produtividade, que é estimada em 4.939 kg/ha, ante os 5.562kg/ha da última safra (redução de 11,2%). Com exceção da produção de milho e feijão, todas as demais culturas ficaram estáveis ou tiveram revisão para cima. A área plantada total de grãos está estimada em 61,7 milhões de hectares, representando aumento de 1,3% em relação à safra passada. Grande parte desse aumento se deu por conta da elevação, de 33,9 para 35,2 milhões de hectares na área plantada de soja. Dentre os grãos, o que apresenta maior risco altista de preços no mercado doméstico é exatamente o milho, cultura que foi responsável por 28% da produção da safra 2016/17 e que, pela estimativa atual, representa 25%.

 

Internacional

- Inflação ao produtor norte-americano ficou estável em julho, sugerindo menor pressão para os preços ao consumidor

O Índice de Preços ao Produtor (PPI) dos EUA, divulgado ontem, ficou estável em julho, comparativamente ao mês anterior. Esse resultado foi inferior ao observado em junho (0,3%) e ficou abaixo do esperado pelo mercado (0,2%). Dentre as aberturas mais importantes do indicador, o componente de energia apresentou recuo na margem, desacelerando ante o registrado na leitura anterior, ao passo que o componente de alimentos acelerou, mas permaneceu registrando ligeira deflação no período. Já o núcleo do PPI, que exclui alimentos e energia, subiu 0,1%, abaixo do esperado pelo mercado (0,2%) e do registrado no mês anterior (0,3%). Na comparação interanual, o índice agregado subiu 3,3% em julho, desacelerando tanto com relação à divulgação anterior quanto ante a expectativa do mercado, ambos de 3,4%. Esse desempenho refletiu o núcleo de bens, que apresentou a maior aceleração desde 2012. Dessa forma, o dado de julho sugere uma menor pressão dos preços ao produtor para a inflação ao consumidor, que será divulgado hoje pela manhã.

 

- PIB do Reino Unido cresceu 0,4% no segundo trimestre, em linha com as expectativas

A economia do Reino Unido apresentou expansão de 0,4% na passagem do primeiro para o segundo trimestre deste ano, segundo dado preliminar divulgado há pouco. Esse resultado, que veio em linha com a mediana das projeções do mercado, representa uma aceleração em relação ao observado no período anterior, quando houve alta de 0,1%. Na composição pela ótica da demanda, destacou-se o avanço de 0,8% dos investimentos, após recuo anterior de 1,3%. Já os consumos das famílias e do governo avançaram 0,3% e 0,4% no período, respectivamente. Por fim, a demanda externa contribuiu de forma negativa para o resultado, com recuo de 3,6% das exportações. Pela ótica da oferta, a aceleração na margem foi explicada pelos crescimentos de 0,5% e 0,9% do setor de serviços e construção, nessa ordem, enquanto a atividade da indústria recuou 0,8% no período.  Na comparação interanual, o PIB do segundo trimestre avançou 1,3%. Em suma, esses resultados são compatíveis com nossa expectativa de expansão de 1,3% da economia do Reino Unido este ano.

 

- PIB do Japão surpreendeu positivamente, avançado 0,5% no segundo trimestre

A economia japonesa avançou 0,5% no segundo trimestre, surpreendendo positivamente a mediana das expectativas do mercado (0,3%). Em termos dessazonalizados e anualizados, o PIB avançou 1,9% no período, revertendo o recuo de 0,9% observado no primeiro trimestre, ficando acima do esperado (1,4%). Esse resultado foi impulsionado pela surpresa positiva do forte avanço do consumo privado, após o recuo no período anterior. Por fim, reforçamos nossa expectativa de crescimento de 1,0% para o PIB japonês em 2018.

 

 
Tendências de Mercado

Os mercados acionários operam majoritariamente no campo negativo nesta manhã, refletindo a aversão ao risco em relação à Turquia e o temor de que a vulnerabilidade do sistema financeiro local se espalhe para os bancos europeus, expostos ao país. Na Ásia, o índice de Shanghai ficou praticamente estável, com variação de 0,03%, enquanto o índice de Tóquio recuou 1,33%, mesmo após o PIB japonês do segundo trimestre ter registrado avanço de 0,5%, surpreendendo positivamente as expectativas. Os mercados europeus operam com perdas e os índices futuros norte-americanos são negociados em baixa.

 

Nesse cenário, o dólar aprecia ante as principais moedas dos países desenvolvidos e emergentes, com exceção do iene. Destaque para a elevada depreciação da lira turca e para o rand sul-africano, peso mexicano e dólar australiano. No mercado de commodities, as cotações do petróleo avançam, à esperada dos dados semanais sobre a perfuração de novos poços nos Estados Unidos, que será divulgado hoje. Os preços dos principais metais industriais recuam, enquanto as cotações das commodities agrícolas não apresentam movimento definido; destaque para a queda do preço do açúcar e avanço da cotação  do trigo.

 

No Brasil, as atenções estarão voltadas para os dados da Pesquisa Mensal do Comércio de junho, que será divulgada nesta manhã pelo IBGE.

 

 

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