Sábado, 19 de Janeiro de 2019

Índices de confiança em elevação apontam para aceleração do crescimento



 

 

Análise de Conjuntura

 

 

 

o    Confiança empresarial continuou avançando em dezembro, em linha com o observado entre os consumidores. Mantendo a tendência de recuperação observada recentemente, várias sondagens de confiança empresarial divulgadas pela FGV apontam para aceleração do crescimento. O destaque ficou por conta do Índice de Confiança do Comércio, que alcançou 105,1 pontos, ultrapassando o nível neutro (100 pontos) pela primeira vez desde março de 2014. As demais pesquisas com empresários ainda se mantêm abaixo da linha divisória entre otimismo e pessimismo, mas também reforçam essa tendência. Os índices dos setores de serviços e de construção atingiram os seus maiores patamares desde abril de 2014 e abril de 2015, respectivamente. O Índice de Confiança da Indústria, por sua vez, tem apresentado elevação mais moderada, mas a abertura do indicador mostra alta da demanda, sobretudo a interna, e patamar de estoques próximo da média histórica, o que sugere haver espaço para uma alta mais evidente à frente.

 

o    Melhora em curso dos mercados de trabalho e de crédito serão vetores para crescimento mais forte em 2019, ao mesmo tempo em que o IGP-M não sugere pressões inflacionárias no curto prazo. No trimestre encerrado em novembro, a taxa de desocupação mensurada pela PNAD Contínua ficou em 11,6%, inferior aos 12% observados no mesmo período de 2017. Assim, o indicador mantém a trajetória de melhora gradual do mercado de trabalho, sem pressões salariais, em linha com o apontado pelos dados do Caged na semana passada. A nota de crédito do Banco Central, por sua vez, mostrou aceleração das concessões no mês passado, com destaque para a carteira de pessoa física, compatível com bom desempenho do consumo das famílias no período. Importante ressaltar que os índices de inadimplência continuam cedendo, sugerindo que a expansão do crédito tem ocorrido de forma sustentada, acompanhada de baixos índices de alavancagem das famílias e empresas. O IGP-M de dezembro, por sua vez, registrou deflação de 1,08%. De fato, as pressões para os preços finais ao consumidor seguem baixas, o que contribui para manter o conforto explicitado pelo Copom com a manutenção da Selic nos próximos meses.

 

o    Cenário internacional permanece desafiador para os países emergentes. Em semana esvaziada por conta do feriado de Natal, as atenções se voltaram para a paralisação parcial das atividades do governo dos EUA e as reiteradas críticas do presidente Donald Trump ao FED, ampliando a volatilidade dos mercados em um ambiente de desaceleração do crescimento global. Os poucos indicadores divulgados reforçaram a desaceleração da atividade econômica norte-americana neste final de ano, o que está sendo incorporado nos preços dos ativos: enquanto o índice manufatureiro do Fed de Richmond oscilou de 14 pontos em novembro para -8 neste mês, a confiança do consumidor (apurada pelo Conference Board) cedeu de forma significativa, de 136 pontos para 128 pontos no mesmo período.

 

Perspectiva semanal

o    Em semana com poucas divulgações, as atenções se voltarão para o resultado da balança comercial de dezembro. Destacamos as divulgações do índice PMI da Markit (indicadores da indústria, dos serviços e composto) e do saldo comercial de dezembro, que deve confirmar um resultado robusto obtido em 2018.

 

o    Na agenda internacional, destacamos os dados de emprego nos EUA. Após o fraco desempenho observado em novembro, o dado de geração de vagas de dezembro deve mostrar um mercado de trabalho aquecido, com taxa de desemprego nas mínimas em várias décadas. Por outro lado, o ISM de dezembro deve confirmar alguma desaceleração da atividade norte-americana, já apontada em outros indicadores. Ademais, teremos os índices PMI da Europa, da China e do Reino Unido, que também deverão confirmar a tendência de suave desaceleração da economia global.

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