Segunda-feira, 22 de Janeiro de 2018

Produção Industrial de Nov/17 avança 0,2%, podendo encerrar 2017 com 2,5% de crescimento.


O indicador de produção industrial, elaborado pelo IBGE (PIM-PF) avançou 0,2% em nov/17, com ajuste sazonal, após ter avançado 0,3% no mês anterior. Na comparação interanual, o indicador permaneceu no território positivo, expandindo 4,7%, após ter avançado 5,5% em out/17. Em 12 meses, a produção industrial acumulou crescimento de 2,2%, ante queda de 7,3% no mesmo período do ano anterior.

 

O resultado em novembro foi melhor que o esperado, visto que nossos modelos apontavam para retração no mês (-0,6%) e na variação anual (+3,3%). O resultado da pesquisa também foi ligeiramente melhor que a mediana das expectativas do mercado (+0,1 m/m e +4,0% a/a).

O mês foi significativamente impactado pelo aumento da produção industrial de produtos farmacêuticos e de celulose, papel e produtos de papel.

Dentre os 26 ramos da pesquisa, em relação a novembro/16, houve avanço em 20 ramos. Já em relação a out/17, 12 ramos pesquisados (do total de 24) apresentaram acréscimos da atividade na passagem para novembro, com ajuste sazonal.

Na comparação com nov/16, os ramos que apresentaram os principais impactos positivos, foram as produções: veículos automotores, reboques e carrocerias (18,8%), metalurgia (10,3%), outros produtos químicos (7,1%), produtos alimentícios (2,4%) e produtos de borracha e de material plástico (8,0%). No sentido oposto, entre os ramos que recuaram destacaram-se os setores de produtos diversos (-9,0%), produtos de fumo (-11,9%) E Impressão e reprodução de gravações (-2,7%).

Na comparação mensal contra out/17, os maiores avanços na margem, que impactaram o resultado global do indicador, foram os setores: produtos farmoquímicos e farmacêuticos (6,5%), Celulose, papel e produtos de papel (2,3%), metalurgia (2,2%) e produtos alimentícios (0,7%). No sentido oposto, recuando na margem, os destaques de impacto negativo foram as produções de bebidas (-5,7%), artigos do vestuário e acessórios (-5,8%), de produtos diversos (-9,0%), de máquinas e equipamentos (-1,4%) e de veículos automotores, reboques e carrocerias (-0,7%).

Na abertura por grandes categorias econômicas, todas aberturas apresentaram avanços na comparação interanual. Já na passagem do mês, houve retração de Bens Consumo Semiduráveis e Não duráveis, ao passo que Bens de Capital permaneceu estável. Acumulados em 2017, os destaques ficam por conta de bens duráveis (+12,7%) e bens de capital (+5,8%). Este primeiro impactado pelo aumento da produção de automóveis e eletrodomésticos, já o último pelo aumento de bens de capital destinados à construção, transporte e uso misto.

Veja os detalhes da abertura por Categorias Econômicas na tabela abaixo:

Grandes Categorias Econômicas

Variação (%)

nov/17

Acum.

Em 2017

Acum.

12  Meses

m/m

a/a

Bens de Capital

0,0

8,1

5,8

6,5

Bens Intermediários

1,4

4,2

1,4

1,2

Bens de Consumo

-0,7

5,4

3,2

2,9

   Duráveis

2,5

15,2

12,7

12,2

   Semiduráveis e não Duráveis

-1,6

3,0

1,1

0,8

Indústria Geral

0,2

4,7

2,3

2,2

 

No acumulado em 12 meses encerrados em novembro de 2017, a produção industrial registrou avanço de 2,2%.

Em virtude do resultado apresentado nesta leitura, revisamos nossa projeção para a produção industrial do ano de 2017, de 2,2% para 2,5%. Alguns setores da indústria têm conseguido aproveitar a demanda doméstica e externa. A desinflação, a queda dos juros e o início da etapa final de desalavancagem do setor privado, bem como uma estabilização no mercado de trabalho seguem auxiliando o consumo, demandando bens industriais.

Já para 2018, revisamos a expectativa de crescimento da indústria de 2,5% para 3,0%.

 

Parallaxis Economics & Data Science | parallaxis.com.br – Av. Paulista, 1159 – Cj. 1004 – São Paulo, SP

Tel: +55-011-3101-1368

 

 

Att.,

Equipe de Economia Macro+Markets | 
parallaxis.com.br

email: 
economia@parallaxis.com.br