Domingo, 19 de Novembro de 2017

Dados de atividade de outubro sugerem desaceleração gradual do crescimento da China neste trimestre


Em linha com o que havia sido indicado pelo resultado da balança comercial na última semana, os dados de atividade de outubro vieram abaixo da expectativa do mercado, sugerindo uma desaceleração gradual do crescimento econômico no terceiro trimestre. A variação interanual da produção industrial desacelerou de 6,6% em setembro para 6,2% em outubro, ficando abaixo da mediana das expectativas do mercado, de 6,3%. O resultado refletiu a desaceleração da indústria de transformação, que passou de uma alta de 8,1% para outra de 6,7% na mesma base de comparação. Na mesma direção, os investimentos em ativos fixos também desaceleraram, acumulando crescimento de 7,3% de janeiro a outubro, ante crescimento de 8,5% acumulado do ano até setembro, com quedas dos investimentos em infraestrutura, manufatura e empreendimentos imobiliários. Por fim, as vendas no varejo ficaram abaixo da expectativa do mercado, refletindo o menor crescimento das vendas de material de construção, móveis e veículos. Assim, as informações de outubro indicam uma desaceleração gradual da atividade econômica no quarto trimestre.

 

Atividade
- Abraciclo: produção de motocicletas registrou alta em outubro
A produção de motocicletas totalizou 77 mil unidades em outubro, o equivalente a uma alta discreta de 0,5% na margem, segundo os dados divulgados ontem pela Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas (Abraciclo) e dessazonalizados pelo Depec-Bradesco. No mesmo sentido, as vendas registraram variação positiva de 7,5% na mesma base de comparação. Vale ressaltar que, em relação ao mesmo mês do ano passado, tanto a produção como as vendas apresentaram elevação, de 7,8% e 15,3%, respectivamente. Nos meses à frente, as vendas de motocicletas devem registrar retomada gradual, refletindo a recuperação econômica.

 

Setor externo
- Balança comercial registrou superávit de US$ 1,8 bilhão nas duas primeiras semanas de novembro, refletindo o bom desempenho das exportações

O saldo da balança comercial brasileira foi positivo em US$ 1,8 bilhão nos primeiros sete dias úteis de novembro, de acordo com os dados divulgados ontem pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços. Em termos anualizados e levando em consideração os ajustes sazonais, esse resultado é equivalente a um superávit de US$ 69,9 bilhões. No período, as exportações somaram US$ 6,3 bilhões, superando as importações, que atingiram US$ 4,4 bilhões. Na comparação com as médias diárias do mesmo período do ano passado, houve crescimento de 10,2% dos embarques e de 10,4% das compras externas. O crescimento das exportações foi explicado pelo aumento nas vendas de produtos básicos (35,3%) e semimanufaturados (12,5%), enquanto as vendas de manufaturados caíram 8,0%. Em relação às importações, cresceram os gastos principalmente com combustíveis e lubrificantes (44,8%). Na margem, excluindo a conta de petróleo, os embarques recuaram 1,3% e as compras externas aumentaram 1,0%. Assim, a balança comercial acumulou superávit de US$ 60,3 bilhões no ano.

 

Internacional
- OPEP: oferta do grupo continuou muito próxima do limite estabelecido em acordo
A OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) publicou ontem seu relatório mensal de oferta e demanda de petróleo, mostrando que a oferta total do grupo continuou muito próxima do estabelecido no acordo firmado em novembro de 2016 – que tinha como objetivo a redução de oferta mundial do produto, diminuindo pressão sobre estoques. Em outubro, o grupo produziu 32,6 milhões de barris por dia (mb/d), contra 32,5 mb/d do acordo. Assim, o grupo mostra que continua se esforçando para evitar nova acumulação forte de estoques no mundo, o que havia elevado os preços do petróleo nos últimos meses. Em nossa avaliação, os preços devem permanecer no intervalo US$ 60 e US$ 65 nos próximos meses. Entretanto, as tensões geopolíticas envolvendo a Arábia Saudita tendem a deixá-los mais próximos do teto desse intervalo.

 

- Área do Euro: revisão positiva do PIB da Alemanha no terceiro trimestre reforçou o cenário de crescimento robusto da economia europeia

O PIB da Alemanha cresceu 0,8% no terceiro trimestre deste ano ante o trimestre imediatamente anterior, segundo leitura preliminar divulgada hoje pela Eurostat. O resultado, que veio acima das expectativas do mercado, representa uma revisão altista em relação à primeira estimativa, que apontava para alta de 0,6%. Essa alta foi impulsionada pelos investimentos em bens de capital e pelas exportações. Na comparação interanual, o PIB avançou 2,8%. Nesta manhã, também foi divulgada a segunda revisão do PIB da Área do Euro, que confirmou o crescimento indicado na leitura anterior, de 0,6% no terceiro trimestre deste ano, enquanto a produção industrial de setembro recuou 3,8% para 3,3% na comparação interanual. Já o índice Zew de expectativas do bloco avançou 4,2 pontos para 30,9 neste mês.  Com isso, mantemos expectativa de um crescimento robusto do da economia europeia, com expansão de 2,3% do PIB neste ano.

 

Tendências de Mercado
Os mercados acionários iniciam a semana sem direção única. As bolsas asiáticas fecharam o pregão no campo negativo, com exceção de Tóquio, cujo índice ficou estável. As bolsas europeias operam em alta, após revisão altista do PIB da Alemanha, enquanto os índices futuros dos Estados Unidos indicam que suas bolsas devem recuar ao longo do dia. No mercado de divisas, o dólar ganha valor ante as principais moedas dos países desenvolvidos, com exceção do euro.

 

No mercado de commodities, as cotações do petróleo apresentam leve recuo, com o mercado ainda atento às tensões no Oriente Médio, enquanto aguarda a divulgação dos dados semanais do American Petroleum Institute. As cotações das principais commodities agrícolas sobem, com exceção do milho e do trigo, mesmo movimento verificado nos preços dos metais industriais.

 

Na agenda doméstica, o destaque será a divulgação dos dados da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC). Esperamos que as vendas ampliadas do varejo apresentem crescimento de 0,5% no mês, equivalente a 8,4% de alta interanual.

 

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Fonte: Bradesco