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Setor de implementos rodoviários pode crescer 10% em 2007



Emplacamentos de carrocerias cresceram 3,05% em 2006
Mercado interno de reboques e semi- reboques apresentou queda de 3,4%
Exportações cresceram 35% em volume

São Paulo, 15 de março de 2007 – Os fabricantes de implementos rodoviários acreditam que o setor poderá fechar o ano de 2007 com crescimento de 8% a 10% sobre o volume produzido e no faturamento. A estimativa tem como base a retomada do bom desempenho do setor agrícola (grãos e cana), pelos anunciados investimentos em infra-estrutura e pelo crescimento da indústria em geral.
Em 2006, conforme dados contabilizados pelo Departamento de Estatísticas da ANFIR (Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários) foram feitos 45.922 emplacamentos de carroçarias sobre chassis de caminhão, o que representou um crescimento de 3,05% sobre as 44.561 unidades emplacadas em 2005.
Em termos de faturamento, o segmento de reboques e semi-reboques está trabalhando com perspectivas de fechar o exercício de 2007 com um crescimento de 10% sobre a cifra de R$ 1,9 a R$ 2 bilhões registrada em 2006.
No caso das exportações, conforme dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, às 5.201 unidades exportadas em 2006 rendeu às empresas da área uma cifra de US$ 102.801.112 (FOB). Esse resultado representou um aumento de 35,72% em unidades e de 68% em valor. Em 2005 as exportações brasileiras foram 3.832 unidades, representando um faturamento de US$ 61.180.856 (FOB).
Para o presidente da ANFIR, Rafael Wolf Campos, ao fazer uma reflexão sobre as realizações do setor em 2006, a conclusão que se chega é que há muito pouco para comemorar. “Principalmente se considerarmos que o crescimento obtido no ano passado teve como principal fator o aumento das exportações, que chegaram a fechar com um crescimento da ordem de 35%. Em contrapartida, o mercado interno de semi-reboques apresentou uma queda de 3,4% sobre o volume comercializado em 2005”, reclama.

Segundo Campos, as principais conquistas obtidas pelos empresários da área durante o exercício de 2006 foram:
• A aprovação das Resoluções de nº 210 e 211 do Contran - Conselho Nacional de Trânsito no mês de novembro de 2006 e que entraram em vigor no dia 1º de janeiro deste ano. A de número 210 consolida as questões relativas a limites de pesos e dimensões tratadas nas Resoluções 12, 163 e 184 e a de número 211 trata do que ultrapassa os limites estabelecidos na 210, modificando e consolidando tudo que consta das Resoluções 68, 76 e 162, corrigindo as imperfeições da 184/05 - publicada em 2005 pelo Contran visando elevar a capacidade de carga dos semi-reboques, mas gerou algumas controvérsias no setor. Em função disso, a ANFIR, a Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), o Simefre (Sindicato Interestadual da Indústria de Materiais e Equipamentos Ferroviários e Rodoviários) e a NTC & Logística se uniram para propor as alterações na resolução.
Dessa forma, o comprimento total do semi-reboque nacional passa a ser o mesmo utilizado pelos outros países do Mercosul. As novas resoluções serão benéficas para o setor porque depois que elas foram revistas ficaram mais claras e isso deverá otimizar o transporte no Brasil.
Entre as novidades da Resolução de nº 210, no seu artigo 9º, destacam-se a exigência de eixo autodirecional e suspensão pneumática em pelo menos um dos eixos para as chamadas Vanderléias (veículos com eixos distanciados). Dessa forma acabam-se as dúvidas. Algumas empresas associadas a ANFIR já produzem dentro das novas normas estabelecidas e aquelas que ainda não fizeram poderão fazê-lo de maneira tranqüila e sem problemas.

• O crescimento das exportações do setor, que em 2006 registraram um volume 35% superior ao de 2005. A indústria brasileira de implementos rodoviários há muito tempo dispõe de tecnologia de ponta para disputar em pé de igualdade com qualquer fabricante a nível mundial.
“O desempenho das vendas externas no ano passado é uma resposta à qualidade dos produtos fabricados no Brasil”, afirma o presidente da ANFIR.
Campos menciona como pontos negativos:
• O fraco desempenho do segmento de reboques e semi-reboques nas vendas para o mercado interno. Durante o ano de 2006, o setor comercializou 29.012 unidades e registrou uma queda de 3,4% sobre as 30.035 unidades vendidas em 2005.
• Outro grande problema vivido pelos empresários da área é o relativo a crédito. Os implementos rodoviários não recebem o mesmo tratamento tributário que os veículos destinados ao transporte de cargas, o que onera os custos dos geradores e operadores de transporte de cargas.
• As condições de infra-estrutura do País não favorecem a otimização e utilização de novas tecnologias para melhorar o desempenho e performance dos implementos.
“Há muito tempo às entidades que atuam na área de transporte de carga alertam o governo para a precariedade da infra-estrutura do País. Esperamos que com as PACS os investimentos anunciados ocorram de fato e não sejam somente projetos no papel”, finaliza Campos.

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