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Vendas da indústria de implementos caem 21,31% até setembro de 2009



Emplacamento de reboques e semirreboques registra queda de 33,85%
Vendas de carroçarias sobre chassis sofre retração de 12,04%
Exportações caem 57,68%

São Paulo, 27 de outubro de 2009 – A exemplo do fraco desempenho de outros segmentos da nossa economia, que somente agora começam a esboçar uma pequena recuperação, os fabricantes de implementos rodoviários de cargas também devem encerrar o ano de 2009 com vendas abaixo das realizadas em 2008 (melhor ano da história da indústria).
Rafael Wolf Campos, presidente da ANFIR – Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários, acredita que a produção deste ano retornará aos níveis de 2007. “O resultado não será tão ruim, uma vez que foi um ano recorde para os fabricantes de implementos”, conforma-se. Naquele ano, o setor emplacou 66.366 unidades de janeiro a setembro e fechou o exercício com 103.069 unidades comercializadas no mercado interno.
De janeiro a setembro de 2009, a indústria de implementos emplacou – considerando todas as famílias – 79.305 unidades para atender as vendas domésticas, volume 21,31% menor do que às 100.786 unidades comercializadas em igual período de 2008.

LINHA PESADA– REBOQUES E SEMIRREBOQUES
Do volume total emplacados pelo setor nos primeiros nove meses de 2009 e comercializados no mercado doméstico, a linha pesada (reboques e semirreboques) respondeu por 28.349 unidades. O volume representou uma queda da ordem de 33,85% quando comparados aos 42.854 equipamentos emplacados de janeiro a setembro do ano passado.

LINHA LEVE – CARROÇARIAS SOBRE CHASSIS
Quando falamos da linha leve, a situação não é tão diferente. As indústrias da área registraram uma queda um pouco menor, mas ainda assim acima de dois dígitos. Foram emplacadas 50.956 unidades de janeiro a setembro, volume 12,04% abaixo dos 57.932 implementos vendidos em igual período de 2008.

EXPORTAÇÕES
As vendas externas de reboques e semirreboques de janeiro a setembro de 2009 apresentou uma queda de 57,68%, quando comparadas às realizadas em 2008. No período, a indústria exportou 2.178 implementos, contra 5.147 unidades exportadas nos primeiros nove meses do ano passado.
O setor de implementos rodoviários, que responde por cerca de 50 mil empregos diretos, começou a sentir os reflexos da crise econômica mundial a partir de outubro de 2008. As quedas foram consecutivas até junho, quando foram sentidos os primeiros sinais positivos da isenção do IPI (Importo sobre Produtos Industrializados), que entrou em vigor no dia 31 de março e foi prorrogado pelo governo federal, no dia 30/06/2009 para mais seis meses. “Tivemos dois meses de fôlego (junho/julho) registrando pequena melhora nas vendas, mas em agosto elas voltaram a cair novamente”, lamenta Campos.
Em valores, o faturamento do setor de janeiro a dezembro de 2009 deverá alcançar a cifra da ordem de R$ 4,5 bilhões. No ano passado o desempenho da indústria rendeu valores da ordem de R$ 5,5 bilhões, contra cerca de R$ 3,5 bilhões obtidos no exercício anterior (considerando-se as vendas de equipamentos completos e peças).
PERSPECTIVAS 2010
Segundo Campos, caso o mercado brasileiro continue dando sinais de melhora assim como as vendas externas, o setor poderá esperar resultados próximos aos de 2008, melhor ano da indústria. “Fechando dentro desta estimativa poderemos esperar um crescimento de 10% em relação a 2009”, aponta.
Mário Rinaldi, diretor-executivo da ANFIR, diz que as vendas domésticas – caso tudo ocorra dentro do estabelecido – poderão ficar entre 112 mil a 118 mil unidades. Do total produzido cerca de 42 a 45 mil unidades deverá ser da linha pesada e de 70 a 73 mil da linha leve.
Perspectivas para exportações - Campos conta que a indústria está trabalhando para melhorar as vendas externas do setor conquistando novos mercados e aumentando os volumes dos clientes tradicionais. “No ano passado um pouco mais de 5% do total produzido na linha pesada foi destinado à exportação. Este ano, com certeza o percentual será menor. Quanto a 2010, esperamos uma pequena recuperação, mas não iremos alcançar os números de 2008”, projeta.
Para a Diretoria da ANFIR os fatores que devem interferir em 2010, positivamente são: a recuperação da economia brasileira de modo geral; controle da inflação e redução das taxas de juros e perspectiva de recuperação maior do mercado externo. Os reflexos negativos: excessiva carga tributária; taxação sobre a importação de aço; suspensão da redução do IPI no início do ano e a diminuição dos prazos de financiamentos.
De acordo com o presidente da ANFIR, todos os segmentos da nossa economia deverão apresentar bom desempenho em 2010. Em especial as relacionadas à agricultura, alimentação, álcool e derivados de petróleo bem como a de construção civil e pesada. Com isso, as linhas de produtos que mais serão procuradas serão os frigorificados, tanques, basculantes, graneleiras, carrega tudo e especiais.
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