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Mercado de implementos registra melhora pelo segundo mês consecutivo



• O desempenho do setor de implementos rodoviários durante o mês de julho mostrou recuperação quando comparado ao mês anterior. Este é o segundo mês consecutivo que a indústria registra crescimento nas vendas.
• As vendas internas considerando todas as famílias cresceram 14,54%.
• A linha pesada registrou crescimento de 7,49%.
• A linha leve aumentou 18,73%.

São Paulo, 10 de agosto de 2009 – O desempenho do setor de implementos rodoviários registrou crescimento pelo segundo mês consecutivo. Considerando o volume global (todas as famílias), o mercado absorveu durante o mês de julho de 2009, volume que alcançou as 10.599 unidades superando em 14,54% os 9.253 emplacamentos realizados em junho.
Desmembrando por categoria, os fornecedores da linha pesada (reboques e semirreboques) emplacaram 3.701 implementos e registraram crescimento de 7,49% ante os 3.443 equipamentos do mês anterior. No caso dos implementos da linha leve (carroçarias sobre chassis), foram realizados 6.898 licenciamentos, que representou crescimento de 18,73%, quando comparados aos 5.810 implementos comercializados em junho.
“O resultado positivo nos dois últimos meses é importante para dar um fôlego às empresas da área, mas não foi suficiente para zerar nossas perdas. Afinal amargamos quedas de produção e vendas desde setembro de 2008”, diz Rafael Wolf Campos, presidente da ANFIR (Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários).

Estatísticas de 2009
No acumulado do ano, o setor de implementos está longe de estar aquecido. De janeiro a julho de 2009, a indústria colocou no mercado doméstico 59.998 equipamentos, que representou queda de 21%, quando comparamos as 75.943 unidades comercializadas em igual período de 2008.
Linha Pesada - O segmento da linha pesada, por exemplo, registrou perda de 32,57% nos primeiros sete meses do exercício. Foram emplacados 22.152 reboques e semirreboques, contra 32.854 unidades no ano passado.
Linha Leve - Quanto às vendas da linha leve, de janeiro a julho, alcançaram 37.846 unidades e apresentou perda de 12,17% ao compararmos as 43.089 unidades comercializadas no mesmo período do ano passado.
Exportações – As exportações, por sua, continuam sendo as responsáveis pelas maiores perdas. De janeiro a junho de 2009, a indústria exportou 1.245 unidades e registrou queda de 62,78% ante as 3.345 unidades exportadas nos primeiros sete meses de 2008.
De acordo com o presidente da ANFIR, o bom desempenho dos últimos dois meses não quer dizer que o setor já deixou para trás os tempos difíceis e caminha para a recuperação. “Ainda é cedo para afirmar que estamos em recuperação. Os sinais são de que iniciamos uma melhora em relação aos meses anteriores, mas estamos aquém do ano anterior”.
Segundo Campos, a isenção do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) contribuiu para a melhora, mas a mudança nas regras da Finame – linha de financiamento oferecida pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) irá ajudar e muito na recuperação do setor.
Para a diretoria da ANFIR, a previsão de fechar o exercício com os mesmos números de 2007 ainda permanece. “Acredito que possa ser possível, mas somente teremos certeza com o terceiro trimestre concluído. Para fecharmos o ano dentro das estimativas precisaremos emplacar 42.071 unidades nos próximos cinco meses”, projeta Campos.
Os fatores que contribuíram positivamente no desempenho do setor de implementos rodoviários até julho de 2009 foram: redução do IPI; as novas regras da Finame; retomada da economia brasileira e a perspectiva, a nível mundial, de uma recuperação mais rápida do que a projetada no final do ano passado.
Contribuíram negativamente: a dificuldade em obtenção de crédito por parte do cliente (aumento das exigências e garantias pelos bancos) e a insegurança dos clientes para aumentar os investimentos sem uma certeza da recuperação da economia.
Exportações, um caso a parte
Para a diretoria da ANFIR, o setor terá uma dificuldade maior para recuperar os volumes de exportações, que até julho registraram perdas de 62,78%. “Para reverter o quadro, uma alternativa seria diversificar as vendas externas buscando novos mercados que estejam menos afetados pela crise mundial”, complementa Campos.
Segundo Mário Rinaldi, diretor-executivo da ANFIR, a indústria trabalha atualmente com 65% a 80% da sua capacidade instalada, dependo do tipo de produto e fábrica.
Mesmo com o desaquecimento dos mercados interno e externo, as empresas do setor estão mantendo seus projetos de investimentos. “O que está ocorrendo é uma postergação de alguns investimentos onde existe esta possibilidade”, finaliza Campos.
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